quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Santo Alimento contra o diabete ( foi mostrado no Luciano Huck


Invenção de água de quiabo contra o diabetes rende R$ 30 mil a jovens

Alunos são de Patos de Minas e venceram quadro do Caldeirão do Huck.
Cientistas comprovaram que quiabo ajuda a baixar níveis de glicose.


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Com a promissora invenção de um quiabo que auxilia no tratamento do diabetes, um trio de estudantes de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, venceu o quadro “Jovens Inventores”, do Caldeirão do Huck, e ganhou R$ 30 mil no último sábado (23).
Letícia Vinhal, Matheus Pains e Welles Oliveira, ambos de 17 anos, são estudantes do ensino médio e foram premiados em uma feria de ciências da Universidade de São Paulo (USP), sendo convidados posteriormente para participarem do programa.
O “Incrível Quiabo”, como nomeado pelos estudantes, é usado para controlar os níveis de glicose. O laboratório do Colégio Tiradentes da Polícia Militar, na cidade mineira, foi o ponto de partida dessa aventura científica após os três presenciarem o sofrimento de uma colega da escola, que tem a doença.
Os jovens descobriram por meio de uma pesquisa que a ração feita do quiabo, um alimento tradicional da culinária mineira, baixava os níveis de glicose em animais. Foi então que eles decidiram ampliar o estudo para obter o resultado em humanos. "Vimos a pesquisa da Universidade de Campinas (Unicamp) e resolvemos trazer isso, de uma forma mais prática e para dentro da vida das pessoas diabéticas, para ajudá-las também", contou Matheus.  
Invenção de água de quiabo contra o diabetes rende R$ 30 mil a jovens de Patos de Minas (Foto: Reprodução/TV Integração)Água de quiabo abaixa nível de glicose no sangue
(Foto: Reprodução/TV Integração)
A descoberta foi que na mucilagem liberada pelo quiabo, conhecido popularmente como a "baba", existe maior concentração de fibras e que é justamente isso que ajuda a baixar os níveis da glicose no sangue. Eles chegaram à conclusão de que pegar dois quiabos, partir ao meio (retirando as pontas) e colocá-los na água era o ponto ideal para se chegar ao resultado positivo. A partir do momento em que água entra pelos poros do vegetal e libera o muco, a água de quiabo está pronta para beber.
Depois os estudantes foram à procura de voluntários para participar do experimento. De acordo com o Welles Júnior Oliveira, a aceitação das pessoas foi a maior dificuldade de todo o experimento, pois muitas não gostavam da consistência do quiabo. "Outras pessoas não acreditavam no nosso projeto, diziam que não iria dar certo e que não era comprovado", ressaltou.

Quando conseguiram os voluntários, eles fizeram um acompanhamento semanalmente que comprovou os efeitos da água do quiabo e notaram a melhora na qualidade de vida dos pacientes. "Fazíamos o controle toda a semana com os pacientes, por meio daquele aparelho que dão em posto de saúde para controle de diabetes. Essas pessoas mediam a taxa de glicose todos os dias após tomarem a água de quiabo e constataram que o nível diminuía", esclareceu Welles.



O trabalho foi monitorado pela professora de Química, Andréia Cristiana Lima, que também teve todas as expectativas superadas. "Foi muito inesperado porque o projeto foi feito para uma feira de conhecimento a nível de ensino médio do colégio, em uma feira brasileira. Lá mesmo nós tivemos esse contato, mas só depois de meses que soubemos que era da Globo, para a gravação de um documentário", ressaltou a professora.
A invenção não agradou apenas a professora, amigos e familiares, como também os jurados do quadro do Caldeirão do Huck que deram nota máxima aos jovens cientistas e, consequentemente, o prêmio máximo do programa.

São Roque - Artista Plástico ( GILSON SILVA SANTOS )

TV TEM - Cadeirante concluí obra de arte gigante de São Roque

Com um bom público presente, composto em grande parte por artistas plásticos, artesãos, pintores e pessoas ligadas a diversos seguimentos culturais, ocorreu na manhã de Sábado, dia 14, na Praça da República, a entrega da tão aguardada imagem artística do padroeiro “São Roque”.

A peça, que possui 1.93m de altura, foi produzida pelo artista plástico Gilson Silva Santos, mais conhecido como “Gilson Baiano”. Durante 2 meses, ele esculpiu a imagem em uma tenda armada no local, atraindo a atenção da população e de grandes veículos de comunicação, como da equipe de jornalismo da TV TEM.

A cerimônia de entrega contou com a presença de autoridades do município.

Confira no vídeo, a reportagem da TV mostrando como ficou a imagem produzida por Gílson:

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Caso dos Beagles em São Roque-SP

Instituto Royal acaba de anunciar que encerrou atividades em São Roque

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O Instituto Royal acaba de divulgar uma nota informando que encerrou as atividades em São Roque.

A informação foi divulgada em comunicado enviado pela assessoria de imprensa do laboratório.

¨Em assembléia geral extraordinária realizada entre seus associados, o Instituto Royal, por meio de seu Conselho Diretor, vem a público informar a decisão de interromper definitivamente as atividades de pesquisa em animais, realizadas em seu laboratório de São Roque¨, diz a nota.

O laboratório foi invadido por um grupo de ativistas na madrugada do dia 18 de outubro, do qual foram levados todos os cachorros da raça beagle e alguns coelhos que eram usados em testes. Os ativistas acusavam a empresa de maus-tratos aos animais, acusação que o Instituto Royal sempre rebateu.

No comunicado à imprensa, o laboratório atribui o encerramento das atividades às ¨elevadas e irreparáveis perdas¨ que sofreu com a ação dos ativistas, que significou ¨a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas¨.

A empresa também atribui a decisão à crise na segurança que coloca ¨em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores¨.

Leia na nota na integra:
Em assembleia geral extraordinária realizada entre seus associados, o Instituto Royal, por meio de seu Conselho Diretor, vem a público informar a decisão de interromper definitivamente as atividades de pesquisa em animais, realizadas em seu laboratório de São Roque.

Tendo em vista as elevadas e irreparáveis perdas e os danos sofridos em decorrência da invasão realizada no último dia 18 - com a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas -, bem como a persistente instabilidade e a crise de segurança que colocam em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores, os associados concluíram que está irremediavelmente comprometida a atuação do Instituto Royal para dar continuidade à realização pesquisa científica e testes mediante utilização de animais.

Por este motivo, o Instituto decidiu encerrar suas atividades na unidade de São Roque.

A interrupção acarretará o desligamento de funcionários, todos já comunicados da decisão. Mantém-se, por ora, o Comitê de Ética formado por colaboradores do laboratório, que conta com veterinários, biólogos e membros da Sociedade Protetora dos Animais, conforme a legislação vigente. A decisão, por ora, não afetará a unidade Genotox, de Porto Alegre, onde não se faz experimentação animal.

Com o intuito de preservar a integridade dos animais remanescentes que ainda estão sob seus cuidados, o Instituto Royal tomará as providências necessárias junto aos órgãos regulatórios competentes, para assegurar que continuem sendo dados a eles tratamento e destinação adequados.

Desde 2005, o Instituto Royal realiza testes pré-clínicos com vistas ao desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças como câncer, diabetes, hipertensão, epilepsia entre outros. Com essa decisão, interrompe-se o trabalho do único Instituto laboratorial do Brasil capacitado e regulamentado para exercer este tipo de pesquisa. A partir de agora, qualquer empresa interessada na realização de testes para registro de medicamento será obrigada a realizar suas pesquisas fora do País, até que outro laboratório seja credenciado pelo CONCEA (Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal) para essa atividade.

Todos os testes desenvolvidos no Instituto Royal atendiam aos princípios de boas práticas de laboratório (BLP) e também às normas para cuidados dos animais do CONCEA, estando também regulamentadas por protocolos internacionais, tais como o da European Medicines Agency e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O Instituto Royal acredita que as ações violentas ocorridas no dia 18 de outubro são resultado de dois fatores complementares: as inverdades disseminadas de forma irresponsável - e por vezes oportunista - associadas à falta de informação pré-existente. As consequências dos atos advindos dessa equação resultaram não somente em prejuízo para a instituição, que fecha suas portas, mas também e mais gravemente para a sociedade brasileira, que assiste à inutilização de importantes pesquisas em benefício da vida humana.

É inquestionável o direito de todo cidadão ou instituição expressar suas opiniões e propor à sociedade brasileira o debate sobre temas de interesse público. Não se pode anuir, contudo, com as atitudes de violência que cercaram os episódios envolvendo o Instituto Royal. Uma sociedade organizada e civilizada não pode aceitar que a pesquisa científica seja constrangida por grupos de opinião que preferem o uso da força e da violência em detrimento das vias institucionais e democráticas para travar debates.

O ambiente de insegurança gerou – e continuará gerando - prejuízos para a ciência brasileira, na medida em que não assegura aos cientistas um ambiente institucional adequado para o desenvolvimento de pesquisas cujo objetivo, em última análise, é o de salvar vidas. A consequência deste cenário de hostilidade é o desestímulo à fixação e permanência das melhores mentes científicas em nosso País.

O prejuízo causado ao Instituto Royal não é mensurável. Mas é certo que o Brasil inteiro perde muito com este episódio, lamentavelmente.¨